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Pele do corpo

Você sabia que a pele do corpo e a do rosto são bem diferentes? Por mais que tenha a mesma estrutura, a pele se distingue em algumas características, tais como pH, espessura e oleosidade, dependendo da região. 

Quer entender o porquê dessas diferenças?

Vamos pensar nas mãos. A pele das mãos é diferente da do dorso e da palma, não é mesmo?

Na palma da mão, a pele é mais lisa e mais grossa do que no dorso. Isso porque as mãos são o nosso meio de contato principal com objetos e agentes externos e por isso precisam de mais resistência. Já no dorso, a pele é mais fina e está exposta o tempo todo ao ambiente externo e às variações de temperatura, assim como a pele do rosto.  

Agora pense nos pés, que sustentam todo o peso do corpo. Trata-se de uma região que está constantemente em atrito, por isso precisa ter a pele mais resistente. 

Ou seja, temos pele por todo o corpo e que é constituída pelas mesmas três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Porém, dependendo da função de cada região do corpo, a pele possui características distintas e, dessa forma, também tem necessidades diferentes. 

Por esse motivo, existem dermocosméticos específicos  para o corpo e outros para o rosto. 

Diferença de espessura da pele do corpo

Uma das diferenças entre a pele do corpo e a do rosto é quanto à espessura da camada mais externa. Dependendo da região, a pele pode ser mais espessa ou mais fina. Por exemplo, áreas sujeitas a um maior atrito, como palmas das mãos e planta dos pés, têm uma camada mais grossa que varia de 1 a 5 mm de espessura. 

Já na pele do rosto a espessura varia de 0,05 mm (na região dos olhos) a 0,1 mm, sendo bem mais fina e sensível. 

Com o envelhecimento, a pele vai ficando mais fina, principalmente nas mulheres, devido às variações hormonais. Você pode conferir um pouco mais dessas variações da pele na menopausa clicando aqui

A espessura da pele também interfere na hora de se aplicar um produto de tratamento, pois em uma pele mais espessa os produtos têm maior dificuldade para serem absorvidos, visto que precisam atravessar uma barreira maior do que em uma pele mais fina.  

Para você entender melhor como um dermocosmético pode atravessar a barreira de proteção externa da pele e chegar aonde ele precisa, fizemos um vídeo com a nossa técnica Elizete Garcia. Nele, Elizete explica como é a interação da pele com os produtos que são aplicados nela.

Como os dermocosméticos ultrapassam a barreira de proteção da pele

Diferença entre o pH da pele do corpo e do rosto

Primeiramente, o pH é um índice que mostra se a pele é ácida, neutra ou alcalina. O pH neutro é 7. Abaixo disso, temos o pH ácido, e acima, o alcalino. Mas o mais importante sobre o pH é a sua função na pele. 

O pH é um mecanismo decisivo na proteção da pele e está muito ligado às condições em que a pele se encontra. O parâmetro ideal do pH da pele do corpo e rosto é ligeiramente ácido, mas pode variar com a idade e em determinadas regiões. 

O pH ácido da pele forma uma espécie de barreira de proteção, o chamado manto ácido, que protege contra a permeação e o crescimento de bactérias ruins. 

Vamos pensar nas mãos novamente. Elas sofrem com a variação climática e estão em constante contato com produtos químicos, detergentes e sabões que possuem pH alcalino. Devido ao contato recorrente com essas substâncias, o pH da pele nessa região fica desequilibrado e com menos acidez. Dessa forma, a barreira de proteção da pele não é tão efetiva como nas outras áreas de pH mais ácido. Desta forma, está mais suscetível ao crescimento de bactérias nocivas e à desidratação. 

Confira na imagem as diferenças de pH em algumas região do corpo:

Diferenças de pH na pele do corpo

Resumindo, quanto mais perto do pH 7, menor é a proteção natural da pele e, com isso, maior é o crescimento de bactérias ruins, que podem causar algum tipo de irritação ou doença cutânea, e também maior é a chance de ressecamento. 

Presença de glândulas sebáceas

As glândulas sebáceas (células que produzem a oleosidade da pele) estão presentes na maioria das regiões do corpo, com exceção da palma das mãos e da planta dos pés, e são mais abundantes no couro cabeludo e no rosto. 

As glândulas sebáceas estão ligadas à estrutura responsável pelo crescimento dos cabelos e dos pelos, e secretam o sebo que ajuda a formar uma película sobre a pele, mantendo-a mais flexível e evitando a perda de água.

Dessa forma, regiões que têm menos pelos e, por consequência, menos glândulas sebáceas, como dorso das mãos, pernas e braços, ficam desidratadas e ressecadas com mais facilidade.

Por que não usar os mesmos produtos do rosto no corpo?

Depois de conhecer um pouco mais sobre as variações que existem nas diferentes partes do corpo, fica fácil entender por que razão um produto que é desenvolvido para a pele do corpo não pode ser usado no rosto, e vice-versa.

Isso porque as necessidades da pele do corpo são diferentes das do rosto e porque  características como espessura, pH e oleosidade também são distintas. 

Por exemplo, se você usar um produto que foi desenvolvido para o corpo com um pH específico para a região corporal e aplicar no rosto, onde o pH é totalmente diferente, pode estar causando um desequilíbrio na pele e até deixando-a desprotegida. 

Ou ainda, se você usar um produto desenvolvido para o rosto, onde a pele é mais fina, no corpo, onde a pele é mais grossa, o produto pode nem conseguir atravessar a barreira de proteção e assim não ter qualquer efeito. 

Acompanhe o nosso blog para entender ainda mais sobre a pele e sobre como cuidar dela. Você vai encontrar muitas dicas aqui para aprender e se informar 😉